quinta-feira, 4 de julho de 2013

Totem religioso que foi parar no MP

Pela Constituição brasileira, a religião e o Estado estão em rumos distintos e, portanto, a diretriz política do País é laica. Embora, o Brasil sendo uma entidade laica, tem o catolicismo, até o momento, como religião oficial em várias localidades. Em outra passagem da Constituição (art. 5º, VI), a liberdade de consciência e de crença é resultante para manter a neutralidade diante das várias religiões.

No município, há um totem com os dizeres “Sorocaba é do Senhor Jesus Cristo”, localizado na ligação da rodovia Senador José Ermírio de Moraes (também conhecida como Castelinho) com a avenida Dom Aguirre. Desde o dia 13 de agosto, o Ministério Público (MP) está investigando se a placa ofende ou não o princípio republicano do Estado laico.

A ideia de levar essa informação ao MP partiu de dois estudantes de Direito – Henrique Pinheiro da Silva e Ricardo dos Santos Elias – questionando que, se “Sorocaba é do Senhor Jesus Cristo”, como ficam os budistas, hinduístas, muçulmanos, agnósticos, ateus etc. Tal argumento aceito pelo MP, que está até o momento averiguando os argumentos dos estudantes.

Segundo dados do Censo 2010, divulgados em maio deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sorocaba conta 494.076 fiéis, sendo 331.154 católicos e 162.922 evangélicos. Já o espiritismo contabilizou 19.833 pessoas. Os sem religião somaram 43.547, sendo 1.614 ateus e 1.062 agnósticos. Destaca-se nessa pesquisa a quantidade de ateus que, pelo anunciado, dá a entender que não são bem-vindos ao município.

Outro debate que deve ser feito, por aqui, é em relação a mobilização que os estudantes fizeram para debater se o anunciado do tem inflige ou não ao Estado laico. A grande maioria, depois do surgimento das mídias sociais, usa o poder da reivindicação através da Internet. Se escondem atrás de um monitor para levar uma situação conflitante a toda a sociedade. Claro, essas ferramentas são importantes, sim. Mas quando o indivíduo procura o órgão para denunciar, usando bons argumentos, a sua reivindicação cria força política.

Voltando ao assunto do totem. Houve vários manifestos contra o anunciado. Uma delas, registrada no jornal Bom Dia Sorocaba, do dia 23 de janeiro de 2008, da qual estancou uma foto em que um grupo contra a faixa cobriu com uma lona o totem. Logo depois, colocou uma placa com os dizeres, “Sorocaba respeita e acolhe todas as religiões”.

Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) campus Sorocaba, há uma socialização entre países, com o intuito de agregar e trocar informações culturais e religiosas. Lá, tem estudante da Angola, Guiné-Bissau, Argentina, entre outros países. Não há nenhum preconceito quanto a religião X ou Y. Nas indústrias, outro exemplo, contam com colaboradores alemães, japoneses e de outros países.

Na Idade Média (século V a XV), a Igreja Católica dominava o cenário religioso. Retentora do poder de influenciar a maneira de refletir a política da sociedade medieval. Depois do fim do feudalismo e implantação de vez do capitalismo no mundo, as religiões começaram a perder a autonomia em decidir questões políticas da sociedade.

(Texto publicado na revista V!SH, que fica em Sorocaba, na edição do ano passado)

Alternativa multicultural se consolida em Sorocaba


Em dois anos, o Rasgada Coletiva realizou mais de 100 atrações artísticas em Sorocaba e região

No período entre guerras, um fenômeno surge em vários cantos do mundo, o fenômeno dos coletivos. Trata-se de grupos de pessoas, sem vínculo formal, fazendo ações multiartísticas independentes e criando suas próprias regras em seu âmbito de trabalho.

O sentido de coletivo parte de três movimentos: dadaísmo, construtivismo e surrealismo, que surgiram em 1910, em todas as partes do mundo, principalmente na Europa e Estados Unidos. Depois  do lançamento do livro “T.A.Z.: Zona Autônoma Temporária”, em 1985, escrito pelo  historiador americano Hakim Bey, a visão ideológica dos coletivos se transforma.

Em Sorocaba, este fenômeno aparece em 2007 com a web rádio Rock Alive, que produziu vários eventos como, por exemplo, o Grito Rock, um festival anual de bandas independentes. Além disso, dialogou diretamente com o Fora do Eixo, um coletivo referência no País.

Atualmente, no universo cultural, o município conta com os coletivos Castelo Fora do Eixo, Costura Coletiva, Ideia Coletiva, Rasgada Coletiva, entre outros. O último vem chamando a atenção, em razão das suas ações e atividades em prol do desenvolvimento cultural de Sorocaba. Em dois anos, o grupo realizou mais de 100 atrações artísticas. Tal ação que acabou criando uma identidade na cidade.

O trabalho do Rasgada Coletiva envolve a criação de espaços de formação e diálogo (oficinas, workshops, debates), a produção de festivais e mostras artísticas, o intercâmbio entre agentes e artistas nacionais e internacionais, além de promover e fomentar a reunião da classe artística local, trabalhando em rede com outros produtores e coletivos.

A sede do coletivo sorocabano está localizada na rua Carlos José Nardi, 117, na Vila São João, um pequeno bairro residencial antigo que sobreviveu com um ritmo muito próprio ao processo de urbanização da cidade, que “espremeu” o bairro entre o Centro e a linha férrea sorocabana. Lá, nas segundas-feiras, se torna num espaço para criação de atividades culturais e apresentações artísticas independentes e autorais. O espaço, que surgiu em outubro de 2010, se chama Carne de Segunda, uma casa comum, local de trabalho e de moradia de um de seus membros. Eles sobrevivem de ações culturais e de editais públicos de seleção de projeto.

Antes de fechar o segundo semestre deste ano, o Rasgada Coletiva vem desenvolvendo novos projetos, melhorando o aspecto estrutural e visual de sua sede, com a intenção de, a cada passo feito, seja direcionado ao aprimoramento de novos desafios.

O próximo prefeito, especialmente o novo secretário da Cultura e Lazer (Secult) de Sorocaba, precisa olhar com carinho este novo fenômeno, que vem para contribuir o poder público nas realizações das atividades e ações culturais do município.

(Texto publicado na revista V!SH, que fica em Sorocaba, na edição do ano passado)

Há 10 anos, morria Barry White


terça-feira, 2 de julho de 2013

Dilma propõe 5 temas para o plebiscito; acompanhe abaixo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta terça-feira, 2, que o prazo mínimo para organizar um plebiscito sobre a reforma política é de 70 dias, a contar de 1º de julho, quando recebeu a consulta da presidente Dilma Rousseff (PT) sobre o tempo necessário. Com isso, de acordo com o tribunal, o plebiscito poderia ser realizado em 8 de setembro. 

Veja na íntegra as questões em que a presidente encaminhou ao Congresso:
http://migre.me/fhHyk. 
 

Entenda os cinco temas sugeridos por Dilma para o plebiscito abaixo:

1 - Financiamento de campanha

Como é hoje

- O financiamento de campanha é misto. O financiamento público ocorre por meio do fundo partidário, com parte dos recursos proveniente do Orçamento da União. Já o privado se dá por meio de doações de empresas e pessoas físicas.

Para o que pode mudar

- Financiamento público exclusivo com teto de gastos: os partidos e candidatos ficam proibidos de receber dinheiro de pessoas físicas e jurídicas e um teto é estipulado;

- Financiamento público aliado a fundo nacional: as empresas ficam proibidas de doar diretamente aos candidatos e partidos, mas podem contribuir para um fundo, que passa a ser gerido pelo TSE;

- Financiamento público com teto para pessoas físicas: apesar da proibição de doação por parte de empresas, as pessoas físicas poderão dar dinheiro a partidos ou políticos, desde que respeitado um limite.

2 - Definição do sistema eleitoral

Como é hoje

- Para presidente, senador, governador e prefeito, o sistema é o majoritário (em um ou dois turnos). Vence aquele que for o mais votado;

- Para deputado e vereador, o sistema é o proporcional com lista aberta. É possível votar tanto no candidato como na legenda, e um quociente eleitoral é formado, definindo quais partidos ou coligações têm direito de ocupar as vagas em disputa. Com base nessa conta, o mais bem colocado de cada partido entra.

Para o que pode mudar

A discussão está centrada no Legislativo (com a exceção do Senado) e as possibilidades são:

- Majoritário ("distritão"): vencem os mais votados, independente do partido; acaba com o quociente eleitoral;

- Proporcional com lista fechada: o voto é no partido, que organiza uma listagem; o vencedor é definido pela ordem na relação;

- Proporcional com lista flexível: o partido monta uma lista com candidatos, mas o eleitor também pode escolher um nome; os votos da legenda vão para o político que encabeçar a lista;

- Distrital: os estados e as cidades são divididos em distritos, que escolhem seu representante por maioria;

- Distrital misto: é a combinação do distrital com o proporcional (podendo ser esta segunda parte eleita ou em lista aberta ou em lista fechada);

- Em dois turnos: primeiro o eleitor define quantas cadeiras cada partido terá e depois escolhe o nome.

3 - Suplência do Senado

Como é hoje

- Eleitor vota em chapa com um titular e dois suplentes, que exercem o mandato em caso de afastamento do principal para assumir cargo de ministro, secretário, prefeito, chefe de missão diplomática temporária ou no caso de renúncia morte ou cassação.

Para o que pode mudar

- Redução dos suplentes: cada titular teria apenas um substituto;

- Fim dos suplentes;

- Sem familiares: proibição da eleição de suplente que seja cônjuge, parente consanguíneo ou afim do titular, até o segundo grau ou por adoção.

4 - Coligações partidárias

Como é hoje

- É permitido que os partidos façam coligações nas eleições proporcionais.

Para o que pode mudar

- Proibição das coligações: os partidos ficam proibidos de fazer coligações nas eleições proporcionais (admitindo-se apenas na eleição majoritária);

- Federações partidárias com tempo definido: os partidos poderão se juntar nos estados desde que cumprido um tempo mínimo (de quatro anos, por exemplo).

5 - Voto secreto no Senado

Como é hoje

- Votações como perda de mandato e eleição de Mesa Diretora no Congresso são feitas de maneira secreta.

Para o que pode mudar

- Voto aberto: válido para todas as decisões dos parlamentares.
(Fonte: G1 Notícias)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Ex-Maracanã e o materialismo histórico


O “novo Maracanã” construiu sua primeira representação histórica, ontem à noite, ao receber a final da Copa das Confederações na partida entre Brasil, uma seleção em construção, contra a Espanha, uma equipe consolidada mundialmente pelo futebol técnico e, principalmente, pelos títulos conquistados nos últimos anos.

Este duelo foi o ponto de partida para que esse novo estádio, que fica no Rio de Janeiro, crie uma nova identidade, e passe por cima do ex-Maracanã, que já foi palco da final da Copa do Mundo, em 1950. Aliás, o estádio foi construído na época para receber a final da competição e, além disso, ser o espaço onde os brasileiros, possivelmente, iriam ver a seleção brasileira pela primeira vez conquistar o título mais importante do futebol mundial. E acabou não acontecendo. Na final contra o Uruguai, o goleiro Barbosa, que foi injustiçado por praticamente toda a imprensa brasileira, aceitou o chute de Alcides Ghiggia. A Celeste sagrou-se campeã e o jogo foi conhecido como Maracanaço (em espanhol: Maracanazo).

Não apenas foi marco em final de Copa, o ex-Maracanã foi palco em finais de campeonatos nacionais, estaduais e, até mesmo, internacionais. Zico, grande ídolo do Flamengo, foi um dos ícones que construiu a história do antigo Maraca.

A reforma do Maracanã aconteceu depois do anúncio do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que antes era presidida por Ricardo Teixeira e atualmente por José Maria Marin, acatou que os estádios brasileiros fossem adequados pelo “padrão Fifa (Fédération Internationale de Football Association)”, o que representou a demolição – não só da estrutura física do estádio – do materialismo histórico e da identidade que foi construída há mais de meio século.

Para os sociólogos Karl Marx e Friedrich Engels, o materialismo histórico significa a evolução histórica de um determinado aspecto. Eles examinam, por meio dessa teoria, a ruptura e o desenvolvimento histórico, utilizando-se de elementos práticos, tecnológicos e modo de produção. No caso do Maracanã, o desenvolvimento histórico se rompeu quando perdeu totalmente a característica física do estádio.

Ainda de acordo com Marx e Engels, “a mudança da identidade é constante por conta dos meios de produção, de todas as condições sociais, da incerteza e do movimento eterno... Todas as relações fixas e congeladas, com seu cortejo de vetustas representações e concepções, são dissolvidas, todas as relações recém-formadas envelhecem antes de poderem ossificar-se. Tudo que é sólido se desmancha no ar...”

Quanto ao sociólogo Anthony Giddens, “na medida em que áreas diferentes do globo são opostas em interconexão umas com as outras, ondas de transformação social atingem virtualmente toda a superfície da terra - e a natureza das instituições modernas.”

Já o antropólogo Stuart Hall argumenta que a "crise de identidade" é vista como parte de um processo amplo de mudança, que está deslocando as estruturas e processos das sociedades modernas e, dessa maneira, abalando os aspectos de referência que davam aos indivíduos uma estabilidade no universo social.

Voltando ao assunto do estádio. Ao levar alguém para conhecer o novo Maracanã, sem mencionar a ele a localização do estádio, certamente essa pessoa não saberá que está dentro do Ex-Maraca, que recebeu mais de R$ 1 bilhão para ser reformulado. E vale relembrar: com esse preço, daria para construir dois novos estádios, começando do zero.

Quando for falar em relação ao Maracanã a partir de agora, que foi totalmente reestruturado, deve-se comentar que, naquele espaço, o ponto zero - a sua história - deu início na final entre Brasil e Espanha, valendo a Copa das Confederações, e esquecer tudo que já passou naquele campo.

Eu, particularmente, não represento um fragmento dessa imensa multidão que teve a sorte de ir ao antigo Maracanã, que foi palco de quase 200 mil torcedores para ver a derrota do Brasil contra o Uruguai, em 1950. Quando que este novo estádio vai comportar um número desse?

Os saudosistas, que viram várias partidas importantes no antigo espaço, reclamam de alguns aspectos, que vou listar abaixo (desculpe-me se faltar algo):

1) As dimensões do campo mudaram para se enquadrar aos padrões internacionais, que é 105 m x 68 m;

2) A armação da rede do gol tem forma retangular, diferente da antiga, que era inclinada;

3) Dentro do antigo estádio, o espectador conseguia visualizar o Cristo Redentor e agora não mais;

4) Por conta da padronização Fifa, a geral do ex-Maracanã foi destruída e, em seu lugar, foi construída uma arquibancada europeia, onde o público senta na poltrona e vê a partida;

5) Preço abusivo dos ingressos. Na época de Zico, no Flamengo, a entrada custava uma lata e meia de óleo. Hoje, o cidadão tem que embolsar metade de um salário mínimo;

6) A frente do antigo Maraca está irreconhecível. Parece que está numa entrada de um estádio europeu. Perdeu totalmente a identidade.

Realmente, o Maracanã – quero dizer, o ex – colocou um ponto final em sua história, que deu início em 1950, ao sediar pela primeira vez a Copa do Mundo. Ao entrar na nova estrutura, não vamos mais nos lembrar do Maracanazo ou de algum gol feito por Pelé ou Zico. A partir de agora, a nossa memória desse estádio começou com o título de ontem entre Brasil e Espanha.

Protestos. Os protestos vieram em momento oportuno, quando o País irá sediar novamente uma Copa do Mundo, que trará para cá vários estrangeiros. Quem acreditou que depois do investimento estatal, a concessão do Maracanã iria arcar com os gastos? Acho que ninguém. Eike Batista, que venceu a licitação, ofereceu R$ 5,5 milhões por ano, um total de R$ 181,5 milhões. Ou seja, não vai arcar o dinheiro que foi investido para reformar o estádio. 

E depois vem o Pelé dizer para os brasileiros esquecerem as manifestações populares e fixarem suas energias para torcer pela seleção brasileira. Ainda bem que os brasileiros não aderiram à declaração do Rei do Futebol.

Comércio e morador. Fala-se que, com a vinda da Copa do Mundo, tanto os comerciantes quanto os residentes vão ganhar em vários sentidos. Pela Copa das Confederações, o cenário é outro. Os comerciantes alavancaram pouco seus lucros. Quem mais sofreu foram os moradores, principalmente aqueles que residem em locais com baixa condição financeira. Para que os estádios fossem construídos, as famílias foram removidas de suas moradias para que fosse feito a padronização Fifa. Mais cedo ou mais tarde, a Copa vai embora daqui para seguir rumo a outro país-sede. E nós, brasileiros, como ficamos pós-competição?

domingo, 30 de junho de 2013

Brasil domina Espanha e conquista o tetra na competição

A partida que o lateral direito Daniel Alves, do Barcelona, estava esperando aconteceu. Na última entrevista coletiva, ele disse que a seleção brasileira havia feito duas boas partidas e uma razoável, e faltava uma espetacular. A partida de hoje chegou perto ao espetacular. 

Os primeiros minutos do primeiro tempo foi total pressão do País. Em campo, não parecia ser a Espanha duelando contra o Brasil. Xavi e Iniesta, ambos do Barcelona, tentavam tocar a bola e não conseguiam. Os volantes marcavam em cima e retomavam a bola em poucos segundos. A Fúria estava irreconhecível, por conta da marcação feita pelos atletas brasileiros.

O primeiro gol saiu depois de um cruzamento feito pelo Hulk, do Zenit, que foi em direção a Neymar, do Barcelona, e Fred, do Fluminense. O número 10 do Brasil deu um toque sutil - meio que sem querer - para o 9 da seleção, que mesmo caído de um toque por cima de Casillas, do Real Madrid. Gol.

Mesmo com a vantagem no placar, os brasileiros continuaram no mesmo ritmo: sem dar espaço a Espanha. Tanto que teve outras chances de colocar o número dois no placar do jogo. Embora teve um momento em que o atacante Pedro, do Barcelona, chutou em direção ao gol, sem nenhuma chance a Julio César, do Queens Park Rangers, mas o zagueiro David Luiz, do Chelsea, se esticou para salvar o gol praticamente feito pela Espanha. Seria o empate.

O segundo gol brasileiro saiu de uma tabela entre Oscar, do Chelsea, e Neymar, que arrematou no ângulo de Casillas, sem chances ao goleiro espanhol. Tudo isso ainda no primeiro tempo de jogo.

No segundo tempo de partida, Hulk lançou Fred, que chutou de primeira para fazer o seu quinto gol na competição. Terceiro gol do Brasil naquele momento. Minutos depois, Marcelo, do Real Madrid, faz falta dentro da área em Jesus Navas, do Manchester City, que havia acabado de entrar no lugar de Mata, do Chelsea. Na bola Sérgio Ramos, do Real Madrid. Correu para a bola e chutou para fora. O lateral esquerdo do País agradeceu. Após o pênalti, os torcedores começaram a gritar "olé".

O Brasil agora só volta a campo em agosto, em um amistoso contra a Suíça. Já a Espanha retoma a disputa das eliminatórias para a Copa do Mundo 2014, em que lidera seu grupo, em setembro, contra a Finlândia, como visitante.

Escalação

Brasil: Júlio César; Daniel Alves, Thiago SIlva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho (Hernanes) e Oscar; Neymar, Fred (Jô) e Hulk (Jadson)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Espanha: Casillas; Arbeloa (Azpilicueta), Sérgio Ramos, Pique e Alba; Busquets, Xavi e Iniesta; Pedro, Mata (Navas) e Fernando Torres (David Villa)
Técnico: Vicente del Bosque

Vinícius de Moraes e Toquinho - Chega de Saudade