terça-feira, 25 de junho de 2013

Manifestação recebe mais adeptos do que na época pró-emancipação

Pelo número apresentado pelos organizadores e pela Polícia Militar (PM) sobre a primeira manifestação contra um possível reajusta da tarifa do transporte coletivo no município, o movimento pró-emancipação na década de 1960 – pegando apenas um dia de mobilização - contou com menos pessoas às ruas em comparação com o protesto da última sexta-feira, que trouxe 2 mil pessoas. Este relato é do jornalista e pesquisar de história local Lourival Cesário da Silva, o César Silva.

César Silva conta que, na época do processo de desmembramento, o distrito Votorantim, que pertencia a Sorocaba, contava com 15 mil habitantes. Na votação, 4.181 estavam aptos a decidir o futuro do distrito. No pleito, 3.099 foram a favor da emancipação, e 1.082 foram contra. “Pelo número de pessoas que participaram das passeatas pela antiga Rua do Comércio (hoje avenida 31 de Março), nas vilas operárias e em outros lugares, nunca chegou a 2 mil adeptos”, explica.

No entanto, quando o movimento do “Sim” venceu o “Não”, o ex-Distrito foi tomado por vários votorantinenses que queriam autonomia e independência, sem mais a interferência de Sorocaba. “Já neste momento, pós-eleição, a comemoração contou com mais pessoas com relação ao protesto da última sexta-feira na cidade”, diz o pesquisador de história local.
Outro protesto que ocorreu na cidade e comentado por César Silva foi quanto ao desfile cívico, que foi realizado em 1989, quando um grupo de estudantes liderados pelos grêmios estudantis das escolas estaduais “Comendador Pereira Inácio” e “Prof. Daniel Verano” se organizaram e lideraram um protesto na 31 de Março.

De acordo com o jornalista votorantinense, a manifestação, que contou com cerca de 200 jovens, não estava programada como parte do desfile e pegou de surpresa autoridades no palanque oficial e a polícia militar. A população deu demonstrações de apoio ao observar os motivos que levaram os estudantes a protestar.

Trajeto

A concentração da manifestação aconteceu no Complexo Urbanístico José de Oliveira Souza (Praça Zeca Padeiro), que fica em frente à Câmara Municipal e próxima à prefeitura. Às 16h30, já havia pessoas fazendo cartazes e conversando sobre o protesto e melhorias na cidade.

Por volta das 18h30, os adeptos foram para a avenida 31 de Março – coração de Votorantim – em direção ao Terminal Urbano João Souto, bloqueando somente um lado da pista. Em frente ao local, os manifestantes se sentaram e começam a cantar o Hino Nacional.

Em seguida, voltaram para a 31 de Março e rumaram até a praça de eventos “Lecy de Campos”, que estava acontecendo a 98ª Festa Junina Beneficente de Votorantim. Na sequência, um grupo com cerca de 300 pessoas seguiu para a Rodovia Raposo Tavares, interditando as vias marginal e expressa no sentido capital, por volta das 20h30. De acordo com a Polícia Rodoviária, houve um congestionamento às 21h de aproximadamente cinco quilômetros, que só foi liberada 40 minutos depois.

Propostas entregues ao prefeito

Em contato com a estudante Thais Faria, 18 anos, na tarde de ontem, ela disse que estava terminando uma carta que será entregue ao prefeito Erinaldo Alves da Silva (PSDB), com propostas do movimento para sanar algumas demandas do município.

O tucano terá 10 dias - contando desde o dia da manifestação popular – para notificar a população sobre o que será feito. Caso não haja resposta, será organizado outro protesto no qual a organização ficará por conta do Movimento Chegou a Nossa Vez, que terá uma estrutura de organização, segurança e foco nas próximas causas.
Ao término da carta, a estudante fixará hoje a carta com todas as propostas no Terminal Urbano João Souto.

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