Não tive a oportunidade de assistir ao jogo do Brasil ontem à tarde ao vivo contra a Itália, a última partida do grupo, em que definiu a seleção brasileira em primeiro lugar, com 9 pontos, e a equipe da Squadra Azzurra, com seis pontos.
Ao acompanhar os melhores momentos da vitória da seleção canarinha por 4 a 2, compreende-se claramente a evolução em relação as duas últimas partidas da Copa das Confederações. O atacante Fred, do Fluminense, ficou aliviado ao colocar duas bolas na rede do goleiro Buffon, da Juventus, que, em outras épocas, não rebateria aquela pelota em cima do número 9 do País. O gol de falta de Neymar, do Barcelona, foi outra falha do arqueiro italiano, que justificou dizendo que não viu a bola entrar.
No gol da Itália, o primeiro, percebe-se a falha de Luiz Gustavo, do Bayern de Munique, que não fez a cobertura quando Marcelo, do Real Madrid, saiu para o campo de ataque. A bola foi lançada em direção de Balotelli, do Milan, que deu um passe de calcanhar no ar, colocando
Giaccherini, da Juventus, que havia entrado no lugar de Montolivo, do Milan, machucado, para efetuar um arremate seco, em que o goleiro Júlio César, do Queens Park Rangers, aceitou.
Giaccherini, da Juventus, que havia entrado no lugar de Montolivo, do Milan, machucado, para efetuar um arremate seco, em que o goleiro Júlio César, do Queens Park Rangers, aceitou.
Num plano geral, este jogo foi, seguramente, um teste significativo para o Brasil.
Próxima fase
Ao escrever este texto, a seleção espanhola ainda não havia jogado. Como a Nigéria saberia que, para passar, precisaria que o Uruguai não vencesse o Taiti ou, em caso de vitória, que fosse de poucos gols. Além disso, o time africano teria que derrotar a La Furia para conseguir a classificação. Ou seja; não seria tarefa para poucos.
Vamos pensar na primeira fase com essas quatro seleções: Brasil vs Uruguai; e Espanha vs Itália. Quem acompanha o atual momento dessas equipes na competição, certamente falará que a final será entre Brasil e Espanha. Seria um duelo para ficar na história futebolística, sem dúvida alguma. Este seria o palpite da grande maioria da imprensa mundial.
Possível final entre Brasil e Espanha. Pelo atual elenco, pelo futebol apresentado nos últimos anos, a La Furia é - de longe - a favorita para vencer esse encontro. Os analistas de futebol que dizem: "A Copa das Confederações serve, em primeira instância, para que a seleção brasileira crie um time competitivo. O maior título é formar uma equipe para a Copa do Mundo, que acontece ano que vem".
Esta é a reflexão que tenho. Mesmo perdendo para a Espanha, a seleção tem que sair da competição com visão de time formatado e que, durante a Copa, tem grandes chances de conquistar a competição, que eu acho difícil de ocorrer.
Escalação brasileira
Escalação brasileira
No primeiro post que fiz sobre a atuação do País na Copa das Confederações, esqueci-me de criar um subtítulo e retratar quanto à escalação depois que Felipão entrou no cargo de treinador.
Antes de treinar com os jogadores, raciocinei que o ex-técnico do Palmeiras (último trabalho) faria uma "reforma total" na formação tática dos atletas em campo. A primeira Copa do Mundo que acompanhei foi em 1994. Foi quando despertei a paixão pela bola.
Na Copa de 2002, em que Felipão era o treinador, ele colocou em campo a formação "3-5-2". Isto é, três zagueiros, dois volantes, dois pontas, um meio-campo centralizado, e dois atacantes. Nesse esquema, os laterais, que se tornam pontas, têm mais liberdade para atacar.
Já na atual seleção, relembrei o time pentacampeão e formatei na minha cabeça um time muito mais defensivo que a de Mano Menezes, ex-técnico do Brasil e atual treinador do Flamengo. Pensei errado. E que bom.
Felipão manteve o 4-3-3 (atacando) e 4-2-3-1 (defendendo). É uma formação em que muitas equipes do mundo usam para colocar os jogadores em campo de jogo. Exemplo: o atual campeão da Champions League, o Bayern de Munique. Robben e Ribery são os pontas, que cortam para dentro e criam o arremate ao gol adversário.
Ainda há falhas nesse esquema. Exemplo claro foi o primeiro gol da Itália. Luiz Gustavo, que deveria fazer cobertura de Marcelo, não fez e saiu o gol de empate, que não abalou o Brasil, pois depois faria o segundo e o terceiro.
Para que não haja falhas nessa formação, os volantes precisam fazer a cobertura quando os laterais vão ao ataque. Outra solução é quando os laterais não são ofensivos, como não é o caso do Brasil. Eles ficam mais presos - da linha de meio-campo para trás e, enquanto os atacantes, só vão marcar quando há extrema necessidade no campo de defesa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário